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sexta-feira, 31 de maio de 2013

Buzinaços e foguetórios marcam extinção da praça de pedágios de Farroupilha

Governador Tarso Genro fez
questão de levantar a cancela
Buzinaços, foguetórios e discursos de entidades representativas da sociedade da Serra marcaram o ato simbólico de extinção da praça de pedágios de Farroupilha, na ERS-122, nesta sexta-feira (31). Acompanhado de deputados, secretários de Estado e prefeitos da região, o governador Tarso Genro confirmou o encerramento da cobrança de tarifas naquela praça - que pertencia ao polo de Caxias do Sul - e classificou o fim do pedágio como um momento histórico para o Estado. 

Tarso reiterou que o fim do pedágio na ERS-122 é uma conquista do Estado e da recuperação das funções públicas. O chefe do Executivo afirmou que o ato consolida o resgate do direito de ir e vir dos cidadãos da Serra, destacou os reflexos na economia local e garantiu que o Executivo vai manter os serviços prestados aos usuários. 

Em média, por ano, a concessionária que explorava aquela praça arrecadava R$ 52 milhões. "Aqui tem um símbolo muito concreto do que significa esses R$ 52 milhões que vão começar a girar na economia microrregional, pois as pessoas vão comprar carne, sapato, roupa, tomar uma cervejinha. Este dinheiro vai ser disseminado na economia".

Ao ressaltar as conversas com o Governo Federal sobre o futuro das praças localizadas em estradas federais, Tarso afirmou que os pedágios serão extintos nesses locais. "A União, junto com o Governo do Estado, vai avaliar se é necessário ou não repor esses pedágios mais tarde, dentro de um sistema integrado. Em relação aos demais pedágios do RS, nós fizemos rebaixamento de preço que equivale, mais ou menos, à metade do que vinha sendo cobrado, porque nós não computamos a inflação desse período e baixamos de 25% a 30%. Isso significa mais dinheiro circulando nas regiões". 

O ex-governador Olívio Dutra também se fez presente

Decisão irreversível 
Mesmo com o levantamento antecipado das cancelas pelas concessionárias durante a madrugada, o chefe da Casa Civil, Carlos Pestana, disse que não houve frustração por parte do Executivo e destacou a importância do cumprimento do programa de Governo. "É uma conquista da população gaúcha, em particular da Serra, que há muito tempo reivindica a extinção desse pedágio. É um símbolo muito forte de um novo modelo de pedágio que nós estamos construindo no Estado". 

Pestana elogiou o trabalho da Procuradoria-Geral do Estado (PGE). "Temos a convicção de que esta decisão é irreversível. Vamos começar, agora, através da EGR, a implementar este modelo em todo Estado, uma vez que nas outras praças teremos redução de valores e um serviço de melhor qualidade. Estamos bastante satisfeitos, mas a maior alegria é dessa população que passa buzinando, se solidarizando e apoiando essa opção política do governo, que felizmente no dia de hoje se concretiza".

Aguarde mais informações

Texto: Felipe Bornes Samuel
Foto: Pedro Revillion/Palácio Piratini 
Edição: Redação Secom

sábado, 16 de junho de 2012

“Parte da grande imprensa defende o atual modelo", diz Tarso sobre pedágios

Governador comentou criação da estatal e dará coletiva às 16h30 desta quarta-feira | Foto: Ramiro Furquim/Sul21



Samir Oliveira

O governador Tarso Genro (PT) se manifestou na manhã desta quarta-feira (13) sobre a aprovação da Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR). O petista escreveu um longo comentário na reportagem do Sul21 que relata o embate político travado na Assembleia Legislativa no dia anterior em torno da proposta.

No comentário, Tarso disse que “as manifestações que transitam numa parte bem identificável da grande imprensa defendem o modelo atual de pedagiamento, sem dizê-lo de forma expressa”. O governador observou que “essa mesma ideologia (…) drenou milhões e milhões de reais para bolsos privados” e, ainda em referência a setores da imprensa gaúcha, apontou que o atual modelo foi “harmonicamente implantado com eles durante o governo Britto”.

Tarso comentou que não há pressa do governo em elaborar um novo modelo de pedágios e deixou claro que a criação de uma estatal para gerir os pedágios não elimina a possibilidade de o governo vir a fazer novas concessões à iniciativa privada no futuro. “Negociaremos com os usuários e com as empresas cada passo que dermos, sem nos deixar levar pela síndrome da pressa, que o neoliberalismo sempre instala, para reduzir as funções públicas do estado e beneficiar rapidamente interessados apenas no seus gordos negócios, mamados, estes sim, nas tetas do estado privatizado”, disse em seu comentário.

A Empresa Gaúcha de Rodovias irá administrar os três pedágios comunitários do Rio Grande do Sul e assumirá também os cinco polos que foram entregues à iniciativa privada em 1997 – cujos contratos vencem no ano que vem. O governador assegura que, se forem feitas novas concessões, a estatal que cuidará do processo. “Poderemos, sim, fazer concessões, que serão submetidas à Assembléia, nas estradas em que isso for melhor para o usuário (mais eficiência, menor custo e mais investimentos), com a EGR coordenando os pedágios comunitários, que serão preferenciais”, manifestou Tarso.

O petista deu, ainda, uma breve declaração à imprensa sobre o tema, ao ser questionado após uma reunião com executivos da Marcopolo. Ele reiterou que o novo modelo não será elaborado de forma açodada. “Não temos nenhuma pressa em dar satisfação às empresas privadas sobre qual será o sistema. Aprovamos um instrumento para começar um processo de reorganização dos pedágios e cumprir o que prometemos na campanha”, disse. Às 16h30 desta quarta, o governador dará uma coletiva à imprensa no Palácio Piratini onde detalhará o funcionamento da nova estatal.

Publicado originalmente em: http://sul21.com.br/jornal/2012/06/parte-da-grande-imprensa-defende-o-atual-modelo-diz-tarso-sobre-pedagios/